Sentença contra dentista revela que ele ignorou 16 tentativas de retorno ao tratamento contra HIV

A Justiça divulgou novos detalhes sobre a condenação do cirurgião-dentista Jean José Dunga de Oliveira, sentenciado a 5 anos e 5 meses de prisão por transmitir HIV a uma servidora pública em Porto Velho.
De acordo com a decisão judicial, Jean tinha conhecimento de que era portador do vírus desde 2017 e teria interrompido o tratamento entre janeiro e fevereiro de 2026. Ainda assim, continuou mantendo um relacionamento com a vítima.
O processo também aponta que o Serviço de Assistência Especializada (SAE) realizou 16 tentativas de busca ativa para convencê-lo a retomar o acompanhamento médico, mas não obteve êxito. Um dos médicos ouvidos no caso relatou que exames apontaram que o réu não fazia uso regular da medicação havia mais de seis meses.
Além da pena de prisão, a juíza Keila Alessandra Roeder Rocha de Almeida determinou o pagamento de R$ 50 mil em indenização à vítima e decidiu manter o dentista preso.
Segundo o Ministério Público, Jean também é investigado por possíveis condutas semelhantes envolvendo outras mulheres.




