“Onde tiver esperança, eu vou atrás”, diz Dr. Fernando Máximo durante entrevista em Porto Velho

Em entrevista à TV Norte, candidato ao Senado foi questionado sobre polilaminina, resultados do primeiro mandato e decisão de disputar uma vaga no Senado
A temporada de entrevistas com os candidatos às eleições de 2026 começou a abrir espaço para que os eleitores conheçam, além dos discursos de campanha, as trajetórias, os resultados e as propostas de quem pretende representar Rondônia. Nesse contexto, o candidato ao Senado Dr. Fernando Máximo (PL), da coligação Juntos por Rondônia, participou nesta segunda-feira (24) do programa Povo na TV, da TV Norte, em Porto Velho.
Entrevistado pela jornalista Gemina Quéren, Dr. Fernando Máximo foi questionado de forma direta sobre temas que têm marcado sua campanha, especialmente a pesquisa com polilaminina, os resultados do primeiro mandato como deputado federal e a decisão de disputar uma vaga de oito anos no Senado. Em meio às cobranças, reforçou a disposição de buscar alternativas na área da saúde e resumiu sua postura com uma frase que marcou a entrevista: “Onde tiver esperança para o povo de Rondônia, eu vou atrás”.
Polilaminina em debate
Um dos momentos mais incisivos da entrevista foi a discussão sobre a polilaminina, pesquisa experimental voltada ao tratamento de lesões medulares. Diante do questionamento sobre as tratativas com a equipe da pesquisadora Tatiana Sampaio, Dr. Fernando Máximo rebateu as acusações de que teria criado expectativas sem respaldo.
O candidato afirmou que não se trata de uma promessa de cura, mas de uma articulação para trazer a pesquisa a Rondônia. Segundo ele, houve reuniões com a pesquisadora e sua equipe, com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e, posteriormente, tratativas junto à Anvisa. Dr. Fernando Máximo também esclareceu que a própria pesquisadora não viria ao estado, mas sua equipe médica, responsável pelos primeiros procedimentos e pelo treinamento dos profissionais locais.
“Não é uma promessa. É uma parceria que foi tratada com a equipe da Dra. Tatiana. Nós fizemos reuniões, a equipe dela participou das tratativas com a Secretaria de Saúde e fomos até a Anvisa. Eu estive lá, vi, conversei e estou trabalhando para que isso aconteça em Rondônia”, afirmou.
Dr. Fernando Máximo reconheceu que a pesquisa ainda está em fase de estudos e que existem limitações definidas pela Anvisa, mas reforçou que continuará trabalhando para ampliar o acesso à pesquisa.
“Eu não estou prometendo cura. Estou buscando trazer para Rondônia uma pesquisa que pode representar uma esperança para quem hoje não tem nenhuma”, disse.
O que foi feito no primeiro mandato
Outro ponto de cobrança foi a decisão de não buscar a reeleição para a Câmara dos Deputados e disputar diretamente uma cadeira no Senado. Fernando foi questionado sobre quais resultados do primeiro mandato demonstrariam que está preparado para um mandato de oito anos.
Na resposta, destacou projetos que considera de impacto para Rondônia, entre eles a BR-319, com medidas para reforçar a importância da rodovia para a integração e o escoamento da produção entre Rondônia, Amazonas e Roraima, e a PEC 5, que amplia a imunidade tributária para instituições filantrópicas, como asilos, creches, orfanatos, comunidades terapêuticas e hospitais ligados a entidades religiosas. Também citou recursos destinados aos 52 municípios de Rondônia, principalmente para a área da saúde.
Para Fernando, a candidatura ao Senado representa a possibilidade de ampliar uma atuação que, segundo ele, começou muito antes da política.
“Eu ajudo pessoas como ser humano, como médico. Há 16 anos eu faço trabalho voluntário. Como deputado federal, pude ajudar mais pessoas”, afirmou.
Saúde como prioridade
Médico por formação, Dr. Fernando Máximo também falou sobre sua trajetória de atendimento voluntário em comunidades periféricas, indígenas, quilombolas, ribeirinhas e outras regiões onde, segundo ele, encontrou pessoas com dificuldades de acesso à saúde.
Durante a entrevista, destacou ainda recursos destinados às 38 Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) de Rondônia e reforçou que a defesa da saúde pública deve continuar entre suas principais prioridades.


