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Yanomamis: mortes aumentam no governo Lula, apesar de promessas de proteção e combate ao garimpo

Dados do Ministério da Saúde apontam 1.121 mortes entre 2023 e 2025, acima dos 951 registros do período equivalente anterior; números reacendem cobranças sobre a atuação do governo na região

Dados oficiais do Ministério da Saúde encaminhados ao Congresso Nacional mostram que a crise sanitária no território Yanomami continua apresentando números alarmantes. Entre 2023 e 2025, foram registrados 1.121 óbitos de indígenas na região de Roraima. O número supera os 951 óbitos registrados em período equivalente durante a gestão anterior, uma diferença de 170 mortes entre os dois períodos.

Os dados colocam sob pressão o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que durante a campanha eleitoral de 2022 fez da proteção dos povos indígenas e do combate ao garimpo ilegal uma de suas principais bandeiras.

Mortes aumentam apesar das promessas

A crise no território Yanomami ganhou grande destaque nacional durante o início do governo Lula, especialmente após a divulgação de imagens que mostravam indígenas em situação de extrema vulnerabilidade, incluindo casos de desnutrição grave. Naquele momento, o governo federal anunciou uma série de medidas para ampliar o atendimento de saúde, combater o garimpo ilegal e retirar invasores da Terra Indígena Yanomami.

Também foi criado o Ministério dos Povos Indígenas, comandado pela ministra Sonia Guajajara, com a promessa de fortalecer as políticas públicas destinadas às comunidades tradicionais.

Apesar das medidas anunciadas e dos recursos destinados à região, os números agora apresentados ao Congresso mostram que a mortalidade permaneceu elevada e, no período analisado, superou a registrada anteriormente.

Garimpo ilegal e doenças continuam entre os problemas

A crise na região envolve uma combinação de fatores, entre eles o garimpo ilegal, a desnutrição, doenças infecciosas, contaminação e as dificuldades para levar atendimento médico às comunidades mais isoladas. A presença de criminosos e as dificuldades de acesso também complicam a atuação das equipes de saúde.

Entre os principais desafios estão:

  • Combate ao garimpo ilegal;
  • Acesso das equipes médicas às comunidades isoladas;
  • Desnutrição entre crianças e adultos;
  • Doenças infecciosas e outros problemas de saúde;
  • Isto;
  • Segurança das equipes que atuam na região.

Governo é cobrado por resultados

A divulgação dos números reacende o debate sobre a efetividade das ações adotadas pelo governo federal.

A proteção dos Yanomami foi apresentada pelo governo Lula como uma prioridade desde o início do mandato. Entretanto, a diferença nos registros de mortalidade entre os períodos analisados deve ampliar a cobrança por resultados concretos das políticas públicas implementadas na região.

O cenário também contrasta com as críticas feitas pelo atual governo à gestão anterior durante a campanha eleitoral e nos primeiros meses do mandato, quando a crise Yanomami foi utilizada como símbolo das dificuldades enfrentadas pelos povos indígenas.

STF e Senado acompanham situação

A gravidade dos números também levou os demais Poderes a acompanhar a situação.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, procurou a senadora Damares Alves, presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, para discutir uma possível missão ao território Yanomami.

A proposta é que uma comitiva vá à região para verificar de perto as condições das comunidades e acompanhar as medidas adotadas pelo poder público.

Os dados apresentados ao Congresso devem alimentar novas discussões sobre a situação dos Yanomami e sobre a capacidade do governo federal de cumprir as promessas feitas para enfrentar a crise na região.

Contra Fatos

 Créditos (Imagem de capa): Associação Yanomani/Divulgação)

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