Trânsito

Em dois dias, Lei Seca flagra 128 motoristas alcoolizados em Rondônia e leva 57 à delegacia; multa pode chegar a R$ 2,9 mil

Jornalismo – OMadeira

Fiscalização do Detran-RO passou por seis municípios e abordou 1.243 condutores durante dois dias de operação

A Operação Lei Seca voltou a intensificar a fiscalização nas ruas de Rondônia e terminou com números que chamam a atenção. Entre os dias 7 e 8 de agosto, equipes do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RO) realizaram 1.243 abordagens em seis municípios e identificaram 128 condutores em situação de embriaguez.

Do total, 57 motoristas foram encaminhados à Central de Flagrantes da Polícia Civil por suspeita de crime de embriaguez ao volante. As ações ocorreram em Porto Velho, Ariquemes, Jaru, Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena.

Além dos casos envolvendo álcool, a operação contabilizou 303 autuações e flagrou ainda 40 pessoas dirigindo sem habilitação.

Multa por embriaguez passa de R$ 2,9 mil

Dirigir sob influência de álcool é classificado como infração gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O artigo 165 prevê multa de R$ 2.934,70, além da suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Também estão previstas medidas administrativas como o recolhimento da CNH e a retenção do veículo até a apresentação de um condutor habilitado.

Em caso de reincidência dentro de 12 meses, a multa é aplicada em dobro e chega a R$ 5.869,40.

A mesma penalidade administrativa pode ser aplicada ao motorista que se recusa a realizar o teste, exame clínico ou outro procedimento destinado a verificar a influência de álcool, conforme o artigo 165-A do CTB.

Quando a embriaguez vira crime?

Além da punição administrativa, a conduta pode configurar crime de trânsito. O artigo 306 do CTB prevê pena de detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de obter habilitação para quem conduzir veículo com a capacidade psicomotora alterada em razão do álcool ou de outra substância psicoativa.

Segundo as referências utilizadas pelo próprio Governo de Rondônia, a partir de 0,34 mg de álcool por litro de ar alveolar no etilômetro, a situação pode caracterizar crime de trânsito, conforme os critérios legais e regulamentares aplicáveis.

Foi justamente nessa situação que 57 condutores acabaram encaminhados à Polícia Civil durante a operação.

Quanto o Detran arrecadou?

Apesar dos 303 autos de infração registrados, os dados divulgados pelo Detran-RO não permitem calcular quanto efetivamente entrou nos cofres públicos nos dois dias de fiscalização.

Isso acontece porque as autuações podem envolver diferentes tipos de infração, com valores distintos, além de situações como recursos, descontos e pagamentos posteriores.

Para efeito de comparação, se todos os 128 motoristas identificados como alcoolizados tivessem recebido uma multa administrativa do artigo 165, o cálculo seria:

128 × R$ 2.934,70 = R$ 375.641,60.

Esse número, porém, representa apenas uma simulação matemática, e não uma arrecadação confirmada pelo Detran-RO.

Fiscalização busca evitar tragédias

Mais do que aplicar multas, a Operação Lei Seca tem como objetivo retirar das ruas motoristas que representam risco para a própria vida e para os demais usuários das vias.

O álcool compromete os reflexos, a atenção e a capacidade de tomada de decisão, aumentando o risco de sinistros graves.

Por isso, a orientação dos órgãos de trânsito continua direta: quem beber não deve dirigir. As alternativas incluem transporte por aplicativo, táxi, transporte coletivo ou carona com alguém que não tenha consumido bebida alcoólica.

A Operação Lei Seca reforça que respeitar a legislação não é apenas evitar uma multa ou a suspensão da CNH, mas principalmente impedir que uma decisão irresponsável termine em morte ou em uma tragédia no trânsito.

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