Homem é preso após efetuar disparos durante confraternização em família

Uma confraternização entre familiares terminou em violência na noite de domingo dia 19/07/2026, no município de Vilhena, após uma discussão evoluir para disparos de arma de fogo, luta corporal e a apreensão de dois revólveres.
A Polícia Militar foi acionada após denúncias de tiros em via pública e encontrou dois homens em confronto físico quando chegou ao local.
Durante a intervenção, os policiais militares flagraram N.M.S. imobilizando F.V.R.C. Enquanto a equipe controlava a situação, uma testemunha informou que havia uma arma de fogo caída na rua. No local, foi apreendido um revólver calibre .38, da marca Taurus, carregado com três munições deflagradas e três munições percutidas. Segundo testemunhas, a arma pertenceria ao suspeito.
Conforme relatos de pessoas presentes, familiares brincavam de “bets” na via pública quando F.V.R.C. passou pelo local conduzindo uma motocicleta em alta velocidade.
Após ser advertido sobre a forma de condução do veículo, ele teria parado e arremessado um revólver calibre .22, que atingiu o rosto de N.M.S., provocando um corte no lábio superior. Em seguida, deixou o local.
Pouco tempo depois, o suspeito retornou na garupa de outra motocicleta, desta vez portando um revólver calibre .38. Ainda de acordo com as testemunhas, ele exigiu a devolução da primeira arma e, diante da recusa dos moradores, efetuou três disparos em direção a N.M.S. Nenhum dos tiros atingiu as pessoas que estavam no local.
Após os disparos, os dois homens entraram em luta corporal, momento em que o revólver calibre .38 caiu no chão. Uma testemunha recolheu a arma e a colocou sobre a via para facilitar sua localização pelos policiais. A mesma pessoa informou ainda que havia escondido o revólver calibre .22 dentro da residência logo após ele ter sido arremessado pelo suspeito, entregando a arma espontaneamente à equipe policial, além de indicar onde estavam as munições.
Em sua versão dos fatos, F.V.R.C. afirmou que apenas tentava recuperar o revólver calibre .22, negando ser proprietário da arma calibre .38. Ele também alegou ter sido agredido por diversas pessoas durante a confusão.
Os policiais constataram que todos os envolvidos apresentavam sinais de embriaguez, como odor etílico, fala desconexa e comportamento alterado.
Durante a verificação das armas apreendidas, foi constatado que o revólver calibre .22 estava com a numeração de identificação suprimida, situação que configura, em tese, crime previsto no Estatuto do Desarmamento.
Diante da situação, F.V.R.C. recebeu voz de prisão. Conforme a Polícia Militar, devido ao estado de exaltação apresentado pelo suspeito, foi necessário o uso de algemas para garantir a segurança da equipe e dos demais envolvidos.
Os dois revólveres, munições, um capacete e os demais objetos relacionados à ocorrência foram apreendidos e encaminhados à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP), juntamente com os envolvidos, onde o caso foi apresentado à Polícia Judiciária para as providências legais cabíveis.




