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Fariseus: “Missionária do CV” é alvo de operação da PC; ela divulgou vídeo cantando louvor

Um vídeo analisado pela Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) mostra Rhavenna Almeida, alvo da Operação Fariseus, cantando uma música gospel durante um momento de pregação e louvor. O material foi encontrado em aparelhos eletrônicos apreendidos durante as investigações e passou a integrar o conjunto de provas reunidas pelos investigadores.

Nas imagens, Rhavenna interpreta a canção Deus de Obras Completas, da cantora Kemilly Santos, enquanto transmite uma mensagem de fé e esperança relacionada ao cumprimento de promessas divinas.

Segundo a Polícia Civil, a gravação está inserida em uma investigação que apura o suposto uso de um projeto religioso para beneficiar integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV). De acordo com os investigadores, Rhavenna estaria ligada a membros da organização e utilizaria o projeto social e religioso denominado “Equipe Evangelismo Resgatando Vidas” para manter contato com presos e pessoas foragidas da Justiça.

A polícia também aponta que a investigada mantém relacionamento com Jonas Souza Gonçalvez Júnior, conhecido pelo apelido de “Batman”, apontado como integrante da facção e atualmente foragido.

Durante as apurações, os policiais reuniram ainda fotografias e outros vídeos que, segundo a corporação, mostram a investigada em companhia de supostos integrantes do Comando Vermelho em comunidades do Rio de Janeiro. Parte do material também exibe pessoas da mesma família posando com armas de fogo de grosso calibre.

Para a Polícia Civil, as evidências coletadas reforçam a suspeita de que a relação da investigada com integrantes da facção ultrapassaria as atividades religiosas apresentadas pelos envolvidos.

Operação Fariseus

Deflagrada nesta semana, a Operação Fariseus tem como alvo uma família suspeita de utilizar atividades missionárias como instrumento para favorecer a atuação da organização criminosa.

Conforme as investigações, os suspeitos teriam aproveitado o acesso permitido às unidades prisionais por meio de projetos religiosos para intermediar comunicação entre integrantes da facção, aproximar familiares de detentos e prestar apoio logístico ao grupo criminoso.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão preventiva, além de buscas e apreensões. A Justiça também autorizou a quebra de sigilos telefônicos, bancários e telemáticos dos investigados, além de determinar a suspensão temporária do acesso deles a estabelecimentos prisionais por meio de ações religiosas.

Outro foco da investigação é um possível esquema de lavagem de dinheiro. Segundo a polícia, valores atribuídos à facção teriam sido movimentados por meio de contas de familiares e pessoas próximas, com o objetivo de ocultar a origem dos recursos.

As apurações indicam que parte desse dinheiro teria sido utilizada na compra de veículos, viagens e procedimentos estéticos.

Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menores e tortura, conforme o envolvimento de cada um no caso.

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