Odair Brustolin morto por estudante de medicina, havia perdido esposa há cerca de 1 ano

Jornalismo — OMadeira
A morte de Odair Brustolin, de 68 anos, causou grande comoção em Porto Velho. Menos de um ano após perder a esposa, ele também teve a vida interrompida de forma trágica ao ser atropelado dentro da própria residência, na tarde desta quarta-feira (1º), na Rua Marechal Deodoro, na região Central da capital.
Segundo as informações apuradas até o momento, a suspeita é Vitória Caroline Marangoni Shineider, de 29 anos, acadêmica de medicina. Ela teria se desentendido com um vizinho, saído do local após fazer ameaças e, pouco depois, retornado dirigindo um Jeep Renegade. O veículo invadiu o imóvel e atingiu Odair.
A vítima sofreu uma fratura exposta em uma das pernas, apresentava suspeita de traumatismo craniano, hemorragia interna e diversas outras lesões graves. Apesar de ter sido socorrido, Odair não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital João Paulo II.
Além da tragédia, a história de vida de Odair emocionou ainda mais familiares, amigos e moradores da cidade. Nas redes sociais, fotos ao lado da esposa passaram a ser compartilhadas, relembrando a trajetória do casal e destacando que, em menos de um ano, a família enfrentou duas perdas irreparáveis.
Conhecido por muitos como “Tio Odair”, ele era proprietário de apartamentos localizados em frente à Faculdade São Lucas e, segundo relatos de moradores e inquilinos, era muito mais do que um locador. Era lembrado pela atenção, simplicidade e pelo cuidado diário com todos.
Pessoas que conviveram com ele afirmam que Odair fazia questão de manter o local sempre limpo e organizado. Frequentemente recolhia o lixo dos apartamentos e o levava até sua própria lixeira, além de estar sempre disposto a ajudar quem precisasse.
“Era um homem de coração enorme, sempre educado e prestativo. Tratava todos com muito respeito e fazia de tudo para que os moradores se sentissem bem”, relatou uma pessoa que o conhecia.
Outro morador resumiu o sentimento de muitos: “Não era apenas o dono dos apartamentos. Era alguém presente, que cuidava de tudo e de todos. Vai deixar muita saudade.”
Enquanto familiares lamentam mais essa perda, a Polícia Civil investiga o caso para esclarecer todas as circunstâncias do atropelamento e localizar a suspeita, que deixou o local após o ocorrido.




