Justiça condena 11 criminosos em ataques que destruíram ônibus escolares em União Bandeirantes e Jaci- Paraná, em Porto Velho

Jornalismo — OMadeira
A Justiça de Rondônia condenou 11 pessoas ligadas a uma organização criminosa responsável por uma série de ataques contra ônibus escolares ocorridos em janeiro de 2025 nos distritos de União Bandeirantes e Jaci-Paraná, em Porto Velho.
A decisão foi proferida neste mês de março pela 2ª Vara Criminal da capital, após denúncia apresentada pelo Ministério Público de Rondônia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Os réus foram considerados culpados por participação em organização criminosa armada, além de crimes de incêndio e explosão qualificados pela gravidade das ações e pelos danos provocados à população.
As investigações apontaram que o grupo integrou um núcleo responsável por planejar e executar ataques em diferentes pontos do município durante aquele período. Nos distritos de União Bandeirantes e Jaci-Paraná, criminosos incendiaram e destruíram dez ônibus escolares utilizando fogo e artefatos explosivos.
Segundo apurado pelas autoridades, os ataques foram motivados por represálias contra operações de segurança realizadas contra a facção em Porto Velho. A estratégia do grupo criminoso seria causar instabilidade social, intimidar o poder público e afetar diretamente serviços essenciais, como o transporte de estudantes.
Na sentença, cinco acusados foram condenados por participação direta nos ataques e por integrarem organização criminosa armada. Quatro deles receberam pena de 22 anos, 3 meses e 10 dias de prisão em regime fechado.
O quinto foi sentenciado a 20 anos e 20 dias de reclusão, também em regime fechado.
Outros seis réus foram condenados pelo crime de participação em organização criminosa armada. Um deles recebeu pena de 6 anos de prisão em regime fechado, enquanto os demais foram condenados a 4 anos e 6 meses de reclusão em regime semiaberto.
O caso é resultado da Operação Rescaldo, deflagrada em abril de 2025. A ação contou com mandados de busca, apreensão e prisões preventivas e envolveu uma força-tarefa formada pelo Gaeco, pela Polícia Civil de Rondônia, pela Polícia Federal do Brasil, pela Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania de Rondônia e pela Polícia Técnico‑Científica de Rondônia.
As perícias realizadas nos ônibus destruídos e a análise de aparelhos eletrônicos apreendidos foram fundamentais para identificar os envolvidos nos ataques.
Com as condenações, o Ministério Público reforçou que continuará atuando no combate às organizações criminosas e na defesa dos serviços públicos, buscando responsabilizar todos os envolvidos em ações que coloquem em risco a segurança da população e o funcionamento de atividades essenciais.

