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Investigação revela que PCC financiou manifestações na Esplanada para lavar dinheiro

Uma investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), revelou um elaborado esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A operação foi deflagrada na quarta-feira (4/3) e expôs como o grupo utilizava manifestações públicas como parte da estratégia para movimentar recursos ilícitos.


De acordo com as apurações, integrantes do setor financeiro da organização criminosa teriam financiado atos realizados na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, entre os anos de 2022 e 2023.

Oficialmente, as mobilizações eram apresentadas como protestos em defesa de melhorias no sistema penitenciário, mas, segundo os investigadores, na prática serviam para encobrir a circulação de dinheiro obtido por meio de atividades ilegais.


O levantamento aponta que os valores de origem criminosa foram utilizados para custear toda a estrutura das manifestações. Entre as despesas estavam o transporte de participantes vindos de outros estados, instalação de tendas, aluguel de banheiros químicos, fornecimento de alimentação e produção de materiais de divulgação.


Segundo o Gaeco, além de mascarar a movimentação financeira da facção, os eventos também funcionavam como uma forma de ampliar a influência do grupo e atrair apoio de familiares de pessoas presas, fortalecendo a rede de apoio ao crime organizado.

Imagem e informações: arte metrópoles

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