Pai confessa que filha não estava desaparecida e a mantinha amarrada em cama

Jornalismo — OMadeira
Uma adolescente de 16 anos foi encontrada sem vida dentro de uma residência na noite de terça-feira (24), na Rua Acesso Afonso Brasil, bairro Jardim Santana, na zona Leste de Porto Velho. O caso é investigado como crime grave envolvendo violência doméstica, maus-tratos e cárcere privado.
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Equipes da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, mas ao chegarem ao local a jovem já estava morta. Segundo os socorristas, o corpo apresentava rigidez cadavérica, indicando que o óbito havia ocorrido horas antes.
Durante a análise inicial, foram constatadas condições extremamente degradantes. A adolescente estava debilitada, com sinais severos de desnutrição, diversas lesões pelo corpo, feridas com presença de larvas e fraturas expostas, além de indícios de que permanecia acamada há um longo período.
A vítima também utilizava fraldas, o que reforça a suspeita de negligência extrema.
Em um primeiro momento, familiares alegaram que a adolescente teria ficado desaparecida por cerca de três meses e que havia retornado recentemente ferida.
No entanto, as versões apresentaram inconsistências, o que motivou o acionamento da perícia criminal, do Instituto Médico Legal (IML) e da Delegacia de Homicídios.

Conforme o registro policial, o pai acabou admitindo que a filha não estava desaparecida. Ele relatou que a jovem havia saído de casa anteriormente, mas foi localizada dias depois e, desde então, passou a ser mantida presa à cama, com os braços amarrados, inclusive com o uso de fios elétricos durante a noite.
As investigações também apontam que a madrasta, de 44 anos, e a avó, de 60 anos, tinham conhecimento da situação e não impediram as agressões nem buscaram ajuda.
Os três foram detidos e encaminhados ao Departamento de Flagrantes, onde permanecem à disposição da Justiça. O caso é tratado pela Polícia Civil como tortura com resultado morte, cárcere privado, maus-tratos e omissão de socorro.
A causa exata da morte ainda será confirmada por exames periciais, mas a principal hipótese é que a adolescente tenha falecido em decorrência de uma infecção generalizada provocada pelas condições de abandono e violência a que foi submetida.



