Jovem amputa o próprio pé para tentar vaga em faculdade de Medicina

Jornalismo — OMADEIRA
Um estudante indiano, com aproximadamente 20 anos, tomou uma atitude extrema ao amputar o próprio pé após fracassar por duas vezes no exame nacional de acesso ao curso de Medicina.
A automutilação teria como objetivo enquadrar-se no sistema de reserva de vagas destinado a pessoas com deficiência e, assim, aumentar as chances de aprovação em uma faculdade médica.
O episódio inicialmente foi comunicado à polícia como se fosse resultado de uma agressão violenta.
No entanto, à medida que as investigações avançaram, essa versão passou a ser colocada em dúvida. Laudos periciais indicaram que o ferimento apresentava características de um corte preciso, compatível com o uso de equipamentos mecânicos, o que afastou a hipótese de ataque externo.
Durante a análise do local, investigadores encontraram seringas, levantando a possibilidade de que o jovem tenha utilizado anestésicos para executar o procedimento sem auxílio de terceiros. O aprofundamento da apuração, incluindo a verificação do celular e relatos de familiares e conhecidos, revelou indícios claros de que o ato havia sido cuidadosamente planejado.
Um diário pessoal apreendido pela polícia reforçou essa linha de investigação. Nele, o estudante anotava metas relacionadas à carreira médica, incluindo o objetivo de concluir a graduação até o ano de 2026, apontando que a automutilação estaria diretamente ligada à tentativa de ingresso no curso.
Mesmo com a fraude descoberta, o caso segue gerando debates jurídicos no país. As autoridades agora analisam quais medidas legais podem ser adotadas, já que a lesão foi provocada de forma intencional para obter benefício indevido dentro do sistema educacional.

