Protestos no Irã já teriam deixado mais de 43 mil mortos, aponta entidade de direitos humanos

Jornalismo — Omadeira
Um levantamento divulgado pelo Centro Internacional para Direitos Humanos no Irã aponta que ao menos 43 mil pessoas morreram durante as manifestações contra o regime iraniano iniciadas no fim de dezembro.
O número foi estimado a partir de investigações independentes, trabalho de campo, análise de imagens e vídeos, além de depoimentos colhidos com fontes dentro do país.
As mobilizações tiveram início em 28 de dezembro, quando comerciantes e lojistas de Teerã fecharam os estabelecimentos e ocuparam as ruas em protesto contra a crise econômica e a inflação elevada. Em poucos dias, os atos deixaram de ter caráter exclusivamente econômico e passaram a expressar insatisfação política, espalhando-se por diversas regiões do país.
Relatos de moradores indicam que a resposta das forças de segurança foi marcada por uso excessivo da força. Segundo testemunhas ouvidas pela entidade, mesmo após a dispersão dos manifestantes, agentes continuaram perseguindo pessoas até residências particulares, efetuando disparos que, em muitos casos, resultaram em mortes.
O movimento, que começou nos bazares da capital iraniana, ganhou dimensão nacional e passou a envolver diferentes setores da sociedade, consolidando-se como um dos maiores episódios de contestação ao regime nos últimos anos.
Imagem: UGC via redes sociais




