O Peso da Calúnia: Investigação revela farsa em denúncia de abuso sexual — VEJA

Jornalismo — Omadeeira
O que começou como um relato aterrorizante de violência terminou como um caso de denunciação caluniosa em Planaltina. A reviravolta ocorreu após uma mulher procurar a delegacia para denunciar que seu sobrinho, um garoto de 12 anos, teria sido abusado por um vizinho de 52 anos durante o período de férias escolares.
A Acusação Inicial
De acordo com o depoimento inicial, o menino teria entrado no quintal de um marceneiro local para buscar uma bola, momento em que o homem o teria arrastado para dentro de uma oficina e cometido o crime. O relato detalhava atos de violência e ameaças, o que gerou uma onda imediata de revolta na vizinhança.
O Medo e a Perícia
Assim que a notícia se espalhou por grupos de mensagens, a imagem do marceneiro passou a ser compartilhada com pedidos de “justiça”. Temendo por sua vida diante de ameaças de linchamento, o homem abandonou sua casa e buscou refúgio em outra cidade.
Enquanto isso, a Polícia Civil encaminhou o jovem para o Instituto Médico Legal (IML). No entanto, o laudo pericial foi contundente: não havia qualquer sinal de violência ou vestígios que sustentassem a narrativa apresentada.
A Prova Definitiva
O desfecho veio através do sistema de monitoramento de uma oficina mecânica em frente ao local. As imagens revelaram uma realidade oposta:
- O menino é visto caminhando calmamente pela rua.
- Ele entra no lote do vizinho por livre vontade e sai menos de um minuto depois, sem qualquer sinal de agitação ou fuga.
- O acusado sequer estava no pátio no momento em que o garoto entrou na propriedade.
Confissão e Consequências
Diante das evidências técnicas, o jovem foi ouvido novamente com o acompanhamento de psicólogos e do Conselho Tutelar. Ele acabou admitindo que inventou toda a história porque o vizinho o havia repreendido dias antes por soltar fogos de artifício perto de seus cães.
O inquérito de abuso foi imediatamente arquivado. Agora, a autoridade policial investiga a conduta do adolescente por ato infracional análogo à denunciação caluniosa, além de avaliar a responsabilidade dos adultos que disseminaram as fotos do homem nas redes sociais antes de qualquer conclusão oficial.
Imagem: Freepik




