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Orelha é enxertada no pé para ser salva após acidente de trabalho — ENTENDA

Técnica incomum foi adotada após acidente de trabalho que decepou o órgão auditivo da mulher

Um procedimento médico raro e considerado inédito chamou atenção na China após médicos enxertarem a orelha de uma paciente em um de seus pés. A intervenção foi realizada como alternativa temporária depois que o órgão auditivo foi completamente decepado em um grave acidente de trabalho. O caso foi revelado pelo jornal South China Morning Post, com base em um relato publicado em revista médica no dia 22 de dezembro.

A paciente, identificada apenas pelo sobrenome Sun, sofreu um acidente envolvendo máquinas pesadas, que causou a remoção de grande parte do couro cabeludo e, junto a ele, uma das orelhas. As informações foram detalhadas por Qiu Shenqiang, vice-diretor da unidade de microcirurgia do Hospital Provincial de Shandong, localizado em Jinan, no leste do país.

Gravidade dos ferimentos impediu reconstrução imediata

Segundo os médicos, os danos ao couro cabeludo e à rede vascular foram extremamente severos, tornando inviável a reconstrução imediata da orelha no local original. A prioridade naquele momento foi preservar a abertura auricular e garantir que o órgão pudesse ser reimplantado futuramente

Qiu explicou que o couro cabeludo, o pescoço e o rosto da paciente estavam dilacerados e “divididos em múltiplos fragmentos”. Ele acrescentou que a orelha foi “completamente decepada juntamente com o couro cabeludo”, o que exigiu uma abordagem emergencial para evitar a perda definitiva do tecido.

Implante temporário foi solução encontrada pela equipe

A equipe médica tentou reparar os ferimentos logo após o acidente, mas constatou que o crânio precisaria de um longo período para cicatrizar — meses, no mínimo — antes que qualquer reimplante fosse possível. Diante disso, os cirurgiões decidiram implantar a orelha no pé da paciente para mantê-la viável enquanto o restante do corpo se recuperava.

A estratégia foi descrita como uma forma de deixar a orelha “em espera” até que o cenário ideal para o retorno ao local de origem fosse alcançado.

Por que o pé foi escolhido para o enxerto

De acordo com Qiu Shenqiang, não é possível simplesmente congelar uma parte do corpo por longos períodos sem comprometer sua viabilidade. Por isso, a equipe optou por uma solução considerada radical, mas eficaz: enxertar o órgão em outra região do corpo com condições anatômicas compatíveis.

O pé foi escolhido porque as artérias e veias da região apresentam características semelhantes às da orelha. Além disso, a pele e os tecidos moles do pé são finos, assim como os da cabeça, o que favorece a manutenção da circulação sanguínea e aumenta as chances de sucesso no reimplante definitivo.

 Fonte/Créditos: Contra Fatos

 Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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