
Ppr Sérgio Pires
O ano termina com a política rondoniense fervilhando. Dois grandes temas mexeram com os bastidores e também com a opinião pública, nestas horas finais do complexo e tempestuoso 2025. O primeiro deles foi a pá de cal sobre a possibilidade de um acordo entre o governador Marcos Rocha e seu vice, Sérgio Gonçalves. O outro, envolve figura destacada, mas polêmica do atual governo, o comandante geral da Polícia Militar do Estado, o coronel Régis Braguin.
Ao exonerar uma parcela considerável de indicados por Sérgio Gonçalves no governo, a decisão do governador Marcos Rocha deixou claro que não há mais possibilidade de acordo. Daí, surgem duas consequências: uma de que Rocha realmente não vai entregar o poder ao seu substituto, para disputar o Senado. Outra, que não haverá mais diálogo possível com seu vice e hoje adversário.
Ainda houve algumas manobras para uma possibilidade de acordo, mesmo que remoto. Rocha tentava assumir o comando do União Brasil no Estado, mas o partido é presidido por seu ex-chefe da Casa Civil e irmão de Sérgio, o empresário Júnior Gonçalves. Júnior foi eleito para o posto até 2027. Marcos Rocha, a partir daí, começou um movimento para isolar ainda mais seu vice, exonerando inicialmente quase 40 ocupantes de cargos comissionados. Nos próximos dias, outros tantos poderão seguir o mesmo caminho.
O Governador concluiu que não poderia repassar o poder a Sérgio Gonçalves, pelo risco que isso lhe representaria. Teria que confiar cegamente no ex-parceiro que ele mesmo escolheu. Ao deixar sua cadeira, todo o poder ficaria nas mãos de Gonçalves e Rocha estaria vulnerável, inclusive podendo sua campanha ao Senado, nesta hipótese, ser enterrada pelo fogo ex-amigo.
Para lamento do grupo palaciano atual, que torcia pela candidatura de Rocha ao Senado e da primeira dama à Câmara Federal (ambos com fortíssimas chances de chegar lá!) a cizânia primeiro com Júnior e depois com seu vice, Sérgio, está retirando do casal a perspectiva de candidatarem-se em 2026.
O principal projeto político do casal Rocha, agora, é concluir todas as obras e projetos sociais em andamento e entregarem o Governo ao sucessor com altíssima aprovação. Daí, ambos ainda com grande futuro na vida pública, pensariam em outras alternativas nos anos seguintes. No final das contas, uma pena porque tanto Marcos Rocha quanto Luana certamente teriam muito mais a dar aos rondonienses, caso chegasse ao Congresso. Ao que tudo indica, o sonho deles ficará para bem mais à frente.




