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Polícia Federal aponta relação entre Bacellar, desembargador e cantor Belo

Jornalismo — Omadeira

A Polícia Federal avaliou que a reunião entre o deputado estadual afastado Rodrigo da Silva Bacellar (União Brasil) e o desembargador Macário Ramos Judice Neto ocorreu de forma planejada, descartando qualquer hipótese de coincidência. Para os investigadores, há indícios claros de uma relação próxima e de confiança entre os alvos da apuração.

Esse entendimento aparece na decisão judicial que autorizou a segunda etapa da Operação Unha e Carne, realizada nesta terça-feira (16/12). O documento também aponta o cantor Marcelo Pires Vieira, conhecido nacionalmente como Belo, como uma figura de ligação entre os envolvidos no caso.

De acordo com a PF, mensagens obtidas por meio de interceptações mostram conversas marcadas por demonstrações de afeto e declarações enfáticas de apreço, o que, na avaliação dos investigadores, evidencia um vínculo de amizade sólida e lealdade mútua entre Bacellar e Judice Neto. Esse grau de proximidade seria perceptível tanto nos diálogos diretos quanto em comunicações intermediadas pelo cantor.

Entre os trechos destacados no inquérito está uma mensagem enviada por Bacellar em 23 de outubro de 2025, na qual ele se refere ao desembargador como alguém muito próximo, exaltando a amizade e a reciprocidade entre ambos. Em resposta, Judice Neto teria pedido para falar por telefone e indicado que a conversa anterior havia sido satisfatória, conforme registrado pela Polícia Federal.

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