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Médica e técnica de enfermagem recebem decisões diferentes da justiça pela morte do menino Benício Xavier — VEJA

Jornalismo — OMADEIRA

A médica Juliana Brasil Santos e a técnica de enfermagem Raiza Bentes Praia, investigadas pela morte do menino Benício Xavier, de seis anos, após atendimento em um hospital particular de Manaus, receberam decisões diferentes da Justiça em relação aos pedidos de habeas corpus apresentados por suas defesas.

De acordo com o que foi reunido até agora pela investigação, Juliana é mencionada como a profissional que teria prescrito adrenalina em uma dosagem considerada inadequada. Já Raiza é citada por supostamente ter administrado o medicamento por via intravenosa e sem diluição, durante uma intervenção de emergência realizada após uma piora repentina no estado de saúde da criança.

Os documentos anexados ao inquérito mostram que Juliana apresentou, à autoridade policial, um relato reconhecendo falha na prescrição e também trocas de mensagens com o médico Enryko Queiroz, que integrava a equipe de atendimento. A defesa da médica, entretanto, afirma que tais declarações foram feitas em um momento de grande abalo emocional e argumenta que ainda não existe comprovação técnica conclusiva que a responsabilize pelo ocorrido.

Em seu depoimento, Raiza Bentes Praia disse ter seguido rigorosamente a prescrição recebida, aplicando a medicação conforme orientação da médica. Ela também relatou que teria informado a mãe de Benício sobre o procedimento e apresentado a prescrição antes de realizar a aplicação.

O inquérito segue em andamento para determinar se houve infração penal por parte das profissionais. A depender do resultado das apurações e da análise do Ministério Público, as condutas poderão ser avaliadas — em tese — como homicídio culposo ou outro enquadramento jurídico. As decisões sobre os habeas corpus, por sua vez, não representam juízo final sobre os fatos investigados.

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