DENÚNCIA GRAVE: Por falta de profissionais, leitos UTIs do Hospital de Base, em Porto Velho, estão sendo fechados

Jornalismo — Omadeira
Porto Velho, RO — Funcionários do Hospital de Base denunciam a grave insuficiência de médicos intensivistas, visitadores, enfermeiros e técnicos de enfermagem, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, localizado em Porto Velho – RO. A instituição, que atua como único hospital público de referência em alta complexidade no estado de Rondônia.
De acordo com a Norma Regulamentadora nº 7 (NR-7), a Resolução da ANVISA RDC nº 7/2010 e a Resolução CFM nº 2.271/2020, toda UTI deve manter médicos intensivistas em número proporcional ao total de leitos, assegurando visita médica diária e acompanhamento contínuo dos pacientes críticos.
Contudo, no Hospital de Base observa-se que a escala médica atual é insuficiente para o número de leitos disponíveis, resultando em:
- Comprometimento da assistência médica, com pacientes críticos sem visita regular de médicos intensivistas;
- Risco elevado à segurança e à vida dos pacientes, por ausência de acompanhamento clínico adequado;
- Sobrecarga da equipe multiprofissional, que atua sem o suporte médico necessário;
- Descumprimento das normas vigentes, que determinam presença médica mínima para garantir atendimento contínuo.
• Sobrecarregamento da equipe assistente, bem como do prolongamento do tempo de internação do paciente, em que, se recebido tratamento efetivo em tempo regular, já podia dar lugar a outro paciente igualmente enfermo.
A RDC nº 7/2010, em seu Artigo 10, determina que a UTI deve contar com um médico diarista (visitador) para cada 10 leitos e presença de médico plantonista 24 horas por dia.
Já a Resolução CFM nº 2.271/2020 reforça que cabe ao diretor técnico e ao coordenador médico da UTI assegurar número adequado de profissionais para garantir o cuidado integral e seguro aos pacientes:
• A persistência desse quadro configura risco grave à vida e à integridade dos pacientes internados, além de violação de normas éticas e legais que regulam o exercício da medicina e o funcionamento das unidades de terapia intensiva no país.
• Acarretando ainda um aumento do tempo de espera de paciente de na espera do tratamento que tem por referencia somente o HBAP em Porto Velho, acarretando em alguns casos a necessidade de acionamento da Defensoria Pública, ou até de advogados particulares, causando imenso prejuízo financeiro, sem falar do desgaste emocional.
• Por fim, devido a falta de profissionais, houve o fechamento de leitos de UTI, agravando ainda mais a longa fila de espera de pacientes no aguardo de tratamento especializado nas enfermarias dos Hospital de Base.
Diante do exposto, toda equipe de saúde solicita a imediata apuração e fiscalização da situação da UTI do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, com verificação do número de médicos efetivamente alocados, cumprimento da escala de plantonistas.
“Além de que, o estado não valoriza os profissionais que estão atuando no ensino das residências de enfermagem e médica ! Não valorizam o professor que está ensinando uma especialização! Não tem um programada de aperfeiçoamento para professores da área a da saúde”, finalizou profissional médico.
Foto: Pedro Adilon
Secom – Governo de Rondônia



