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Déficit das contas públicas atinge quase R$ 1 trilhão, aponta Banco Central

O setor público consolidado – formado por União, Estados, municípios e estatais – registrou um déficit nominal de R$ 969,6 bilhões no acumulado de 12 meses até agosto, aumento de R$ 1,1 bilhão em relação a julho. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (30) pelo Banco Central no relatório “Estatísticas Fiscais”.

O déficit nominal inclui os gastos com juros da dívida pública, que em agosto somaram R$ 74,3 bilhões, ante R$ 69 bilhões no mesmo mês de 2024. No período de 12 meses até agosto, os juros nominais alcançaram R$ 946,5 bilhões, representando 7,63% do Produto Interno Bruto (PIB), acima dos 7,46% registrados até agosto do ano passado.

O resultado primário, que considera apenas a diferença entre receitas e despesas sem os juros, indica se o governo precisou se endividar antes de pagar os encargos da dívida. Já o resultado nominal, que engloba os juros, reflete o impacto total da política fiscal sobre o endividamento do país. Segundo especialistas, é possível que o governo apresente superavit primário e ainda registre déficit nominal quando os juros da dívida são elevados.

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu 77,5% do PIB em agosto, mantendo-se estável em relação a julho. O Banco Central informou que os juros nominais apropriados elevaram a dívida em 0,8 ponto percentual, enquanto resgates líquidos de dívida, variação cambial e crescimento do PIB nominal contribuíram para reduções parciais. No acumulado de janeiro a agosto, a dívida bruta subiu 1 ponto percentual, e, desde o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aumentou 5,8 pontos percentuais, totalizando R$ 9,6 trilhões.

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