LADEIRA ABAIXO: Brasil despenca de 2° no ranking mundial de crescimento econômico para a 32ª posição

No segundo trimestre de 2025, o avanço do PIB do Brasil desacelerou para 0,4%, fazendo o país cair do 2º para o 32º lugar em um ranking global de 55 nações.
Por jornalismo — Omadeira
O Brasil registrou uma forte desaceleração no ritmo de crescimento econômico e caiu para a 32ª colocação no ranking mundial do PIB, segundo levantamento da Austin Rating com base em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).
De acordo com o balanço do segundo trimestre de 2025, o PIB brasileiro avançou apenas 0,4% em relação ao trimestre anterior. O resultado contrasta com o desempenho do início do ano, quando o país figurava entre os destaques globais: chegou a ocupar a 2ª posição mundial em crescimento econômico no primeiro trimestre.
Da euforia à estagnação
A queda no ranking expõe a dificuldade do Brasil em manter um ritmo consistente de expansão. Enquanto países emergentes da Ásia e da África apresentaram crescimento acelerado, o desempenho brasileiro perdeu fôlego diante de fatores como:
desaceleração no consumo interno,
altos juros,
limitações no investimento produtivo,
e incertezas políticas e fiscais.
Situação no G-20
Apesar da posição modesta no ranking global, o Brasil ainda mostra alguma força dentro do grupo das maiores economias. No comparativo anual (2º trimestre de 2024 a 2º trimestre de 2025), o PIB brasileiro cresceu 2,2%, o que coloca o país como o 6º que mais cresceu dentro do G-20. Já na comparação trimestre contra trimestre, ocupa a 9ª posição entre as potências.
Queda preocupa especialistas
Economistas destacam que o recuo brusco no ranking acende um alerta sobre a sustentabilidade do crescimento brasileiro. A perda de posições, em poucos meses, sinaliza que o país precisa acelerar reformas e criar condições mais favoráveis ao investimento.
“O Brasil saiu de protagonista para coadjuvante em questão de meses. Isso mostra que nossa economia ainda é muito vulnerável a choques internos e externos”, avaliou Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating.
Perspectivas
O FMI projeta crescimento de aproximadamente 2,1% para o Brasil em 2025, número considerado mediano entre países em desenvolvimento. Para que o país volte a ganhar espaço no ranking mundial, analistas defendem estímulos à produtividade, estabilidade nas contas públicas e avanços em infraestrutura.

