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Wall Street Journal acusa Alexandre de Moraes e STF de “golpe” contra a democracia brasileira

Por Jornal Omadeira

O jornal norte-americano The Wall Street Journal publicou, no último dia 10 de agosto, um editorial em que acusa o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de liderar o que classificou como um “golpe de Estado” contra a democracia no Brasil. O texto, assinado pela colunista Mary Anastasia O’Grady, critica duramente as ações da Corte e aponta supostos abusos de poder, censura a opositores e prisões arbitrárias.

De acordo com o artigo, o STF teria ampliado seus poderes para além dos limites constitucionais, interferindo diretamente no debate público e na política nacional. O jornal menciona a manutenção de inquéritos sigilosos, o bloqueio de plataformas de redes sociais e a detenção de críticos do governo como exemplos de medidas que colocariam em risco a liberdade de expressão e o devido processo legal.

Não é a primeira vez que o Wall Street Journal critica o Supremo brasileiro e seu ministro. Em setembro de 2024, outro editorial já havia acusado Moraes de estar “imerso na política até o pescoço”, ressaltando que decisões da Corte impactavam diretamente a liberdade de imprensa e o ambiente democrático. Em fevereiro deste ano, o jornal destacou a repressão online e a perseguição a manifestantes contrários ao governo, no contexto de ações judiciais envolvendo a plataforma Rumble e a Trump Media.

O texto mais recente sustenta que a atuação do STF, sob liderança de Moraes, “transforma o Judiciário em ator político central” e que tal postura comprometeria o equilíbrio entre os Poderes. “O Brasil está vivendo um golpe conduzido de dentro das instituições”, afirma o editorial.

A publicação repercutiu no cenário político brasileiro, sendo utilizada por críticos do Supremo como argumento para denunciar supostos excessos e abusos. Já apoiadores da Corte e de Alexandre de Moraes alegam que as medidas são necessárias para combater a desinformação, ataques à democracia e ameaças à integridade institucional do país.

O STF e o ministro Alexandre de Moraes não comentaram oficialmente o editorial até o fechamento desta edição.

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