Geral

TRISTEZA: Técnico em enfermagem, que atuava em produção de filme na capital, morre carbonizado durante gravação

Jornalismo — Omadeira

Um homem, identificado como Remi Francisco Oliveira de Brito, de 39 anos, morreu de forma trágica na noite deste domingo (27), após uma explosão durante a gravação de um filme.

O acidente aconteceu em um sítio localizado no Ramal Jatuarana, km 14 as margens do Rio Madeira em Porto Velho. Outros dois integrantes ficaram feridos.

De acordo com o boletim de ocorrência da PM a morte foi causada por incêndio culposo, em morte acidental, diz que: “esta guarnição policial militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações Policiais (CIOP) para realizar deslocamento até a margem esquerda do Rio Madeira, no ramal Jatuarana, quilômetro 14, no Sítio Nossa Senhora da Conceição, onde, conforme ligações telefônicas recebidas, teria ocorrido um incêndio em uma residência, resultando no óbito de uma pessoa”.

O fato ocorreu por volta das 21h30min. Ao chegar ao local indicado, a guarnição visualizou uma grande concentração de pessoas. Foram localizados os responsáveis pela movimentação, que se identificaram como diretores cinematográficos da produção intitulada Bom Futuro, desenvolvida pelas produtoras por duas produtoras.

Informaram que estavam realizando uma filmagem no local, a qual previa, em uma das cenas, a queima controlada de uma residência, com todas as autorizações necessárias, segundo alegaram. Para a execução da cena, foi contratada uma empresa, cujo proprietário seria o responsável técnico pela condução do incêndio.

Foi informado ainda que a empresa havia providenciado bombeiros civis, um caminhão-pipa para controle das chamas e uma ambulância para eventual socorro de emergência. Aproximadamente quarenta pessoas estavam envolvidas diretamente na produção. A cena da queima foi iniciada no período noturno.

No interior da residência cenográfica estavam um produtor, um indivíduo que se apresentou como engenheiro civil, e um bombeiro civil. Os três, juntamente com Remi Francisco Oliveira de Brito, iniciaram a dispersão de aproximadamente vinte litros de gasolina no cômodo destinado à queima.

Durante esse procedimento, ainda dentro da estrutura, foi realizada a ignição, momento em que ocorreu uma explosão repentina, seguida de incêndio generalizado. Dois conseguiram sair da residência, porém REMI FRANCISCO OLIVEIRA DE BRITO não conseguiu escapar, sendo consumido pelas chamas indo a óbito no local. As vítimas sobreviventes sofreram queimaduras de diversas intensidades e foram prontamente atendidas pela equipe de ambulância contratada pela produção, sendo removidas ao Hospital João Paulo II.

A guarnição verificou que a residência encontrava-se parcialmente destruída e o corpo de REMI estava caído ao solo, severamente carbonizado. A área foi imediatamente isolada para preservação da cena e, em seguida, acionada a perícia técnica.

Posteriormente, a viatura do Instituto Médico Legal compareceu ao local, realizando a remoção do corpo ao IML. Em seguida, a guarnição procedeu à qualificação das testemunhas que presenciaram os fatos e colheu os respectivos depoimentos para futura remessa à autoridade competente. Após a conclusão dessa etapa, a equipe deslocou-se até o Hospital João Paulo II, onde manteve contato com as vítimas sobreviventes, obtendo informações preliminares sobre o estado clínico e confirmando suas identificações.

“Conclui-se que o ocorrido trata-se de um acidente com resultado morte, decorrente de incêndio culposo, sem indícios, até o momento, de dolo ou intenção criminosa por parte dos envolvidos”, finaliza o boletim policial.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo