Deolane Bezerra é transferida para penitenciária no interior de SP

Jornalismo – Omadeira
A influenciadora Deolane Bezerra está sendo transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, nesta sexta-feira (22). A informação foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública do estado, Nico Gonçalves.
A advogada, presa em uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro do PCC, estava presa Penitenciária Feminina de Sant’Ana, na zona Norte da capital paulista.
Deolane deixou a cadeia na capital por volta das 5h da manhã desta sexta. A Penitenciária Feminina de Tupi Paulista fica a cerca de 670 km da capital, em uma viagem que deve durar mais de sete horas.
Deolane estava presa na Penitenciária Feminina de Sant’Ana, na zona Norte de São Paulo, considerada a maior cadeia para mulheres de São Paulo.
Segundo dados da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária), a unidade está superlotada, ou seja, abriga mais detentas do que a capacidade permite.
A advogada havia sido levada ao local nesta quinta-feira (21) após ser detida em uma operação que a apontava como integrante de um esquema de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Captal). De acordo com as investigações, ela seria um “verdadeiro caixa” da facção.
Prisão de Deolane
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa preventivamente na quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Presidente Prudente, no interior de São Paulo.
Segundo as investigações, a operação mira um suposto esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
“Nova face do PCC”
Em entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira (21), o promotor Lincoln Gakiya afirmou que Deolane faria parte da “arquitetura financeira” do PCC desde 2022.
Segundo ele, a influenciadora integra o que chamou de “nova face” da facção, formada por pessoas que não seriam integrantes batizadas do grupo criminoso, mas que ajudariam na movimentação financeira e lavagem de dinheiro.
O promotor também declarou que Deolane mantinha proximidade com familiares de Marcola e Alejandro Camacho, incluindo participação em festas, viagens e encontros da família.
Bilhetes e início da investigação
O caso teve início em 2019, após a apreensão de manuscritos e bilhetes com detentos na Penitenciária II de Presidente Venceslau.
Segundo as investigações, os documentos descreviam dinâmicas internas do PCC e mencionavam uma “mulher da transportadora”, que ajudaria em ataques contra agentes públicos.
Esta “mulher” não teve a identidade revelada pela investigação. A partir disso, foram instaurados três inquéritos sucessivos.
O primeiro investigou os presos encontrados com os manuscritos. O segundo identificou a empresa Lopes Lemos Transportes, apontada como instrumento de lavagem de dinheiro da facção.
Já durante a chamada Operação Lado a Lado, a apreensão de um celular revelou conversas e comprovantes bancários que, segundo os investigadores, conectariam Deolane a Everton de Souza, conhecido como “Player”.
Segundo o documento, “foram encontrados comprovantes de depósitos destinados às contas vinculadas à investigada”. Para a polícia, esse conjunto de registros seria compatível com atuação operacional dentro da estrutura financeira investigada.
Próximos passos
A investigação segue sob responsabilidade do Gaeco de Presidente Prudente e da Polícia Civil de São Paulo.


Fonte: CNN Brasil




