Geral

TJRO mantém pena de 24 anos de prisão por homicídio em conveniência de Porto Velho — VEJA

Jornalismo — OMadeira

Porto Velho (RO) — Um homem identificado como Lucas Castro da Silva foi morto a tiros na noite de quarta-feira (24/07/2024), em uma distribuidora localizada na avenida Marechal Deodoro com a rua Abunã, na região central da capital rondoniense. O autor do crime foi identificado como Glalderson Nascimento dos Santos.

RELEMBRE O CASO (CLIQUE AQUI)

Publicidade


De acordo com informações apuradas pela equipe de jornalismo do OMADEIRA, há época Lucas estava bebendo com amigos no estabelecimento quando o criminoso chegou ao local. Em determinado momento, houve uma discussão entre os dois e, durante o desentendimento, Glalderson sacou uma arma de fogo e efetuou vários disparos contra a vítima, que estava sentada à mesa da conveniência.


Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, porém, quando os socorristas chegaram, Lucas já estava sem sinais vitais.


Policiais militares isolaram toda a área para o trabalho da perícia técnica e realizaram buscas na região na tentativa de localizar o autor do crime.


O caso foi investigado pela Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Contra a Vida (DERCCV). Posteriormente, Glalderson Nascimento dos Santos foi preso e levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.


Durante o julgamento, ele foi condenado por homicídio qualificado, pelos agravantes de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, recebendo pena de 24 anos de prisão em regime fechado.


A defesa do réu chegou a recorrer da decisão, alegando que o crime teria ocorrido após provocação da vítima, tese conhecida como homicídio privilegiado, que poderia reduzir a pena.

No entanto, o Ministério Público do Estado se manifestou pela manutenção da condenação.


Ao analisar o recurso, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Rondônia manteve a sentença aplicada pelo Tribunal do Júri. No voto, o relator do processo destacou que as circunstâncias do crime, que inclusive foi registrado por câmeras de segurança, afastam a tese apresentada pela defesa.


A decisão de manter a condenação foi unânime, acompanhando o voto do relator e respeitando a decisão soberana dos jurados que participaram do julgamento.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo