Doente, sem família e vivendo de aluguel: mulher com deficiência faz apelo por ajuda em Jaru

Jornalismo — OMadeira
Uma história de luta, dor e esperança vem chamando a atenção em Jaru, no interior de Rondônia. A moradora Rita de Cássia Carvalho, de 44 anos, vive uma rotina de dificuldades e decidiu tornar público seu drama na esperança de conseguir ajuda para garantir o básico: moradia digna, alimentação e tratamento de saúde.
Rita nasceu com deficiência motora causada por complicações durante a gravidez de sua mãe, que teve malária e precisou tomar medicamentos fortes durante a gestação. Desde então, ela enfrenta limitações físicas que afetam o lado esquerdo do corpo, com pouca força no braço e na perna, o que dificulta sua locomoção e a impede de permanecer em pé por muito tempo.
Apesar das dificuldades, ela sempre buscou levar uma vida normal. Concluiu o ensino médio e construiu sua própria história. No entanto, ao longo da vida enfrentou perdas profundas: perdeu a mãe para o câncer quando tinha 20 anos e, anos depois, também perdeu o pai, vítima de um AVC.
Aos 25 anos, Rita teve sua filha, Rafaela, que hoje é sua principal companheira e cuidadora. Após a gravidez, surgiram novos problemas de saúde. Rita passou a enfrentar problemas pulmonares e precisa usar diariamente medicação com bombinha para conseguir respirar melhor.
Recentemente, médicos diagnosticaram também escoliose, condição que já estaria afetando seus pulmões e começando a comprometer o coração. Segundo ela, as dores no peito são frequentes e a fraqueza tem aumentado nos últimos meses.
Dificuldades financeiras e condições precárias
Rita vive atualmente apenas com o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Porém, parte do valor está comprometida com um empréstimo feito para custear despesas de saúde, fazendo com que ela receba cerca de R$ 1.100 por mês.
Com esse valor, precisa pagar:
R$ 500 de aluguel
Cerca de R$ 100 de energia elétrica
Conta de água que pode chegar a R$ 174
além de medicamentos e alimentação.
Ela relata que a ajuda social que recebe é limitada. Segundo Rita, a cesta básica fornecida pelo CRAS é entregue apenas a cada três meses, contendo apenas itens básicos como arroz, feijão, açúcar, café, óleo e farinha, sem alimentos como frutas, verduras ou produtos de higiene.
“Tem dias que fico fraca porque não tenho condições de comprar comida suficiente”, conta.
Filha ajuda nos cuidados
Nos últimos meses, o estado de saúde de Rita piorou. Ela relata episódios de desmaios, tremores nas mãos e perda de força, o que dificulta até tarefas simples do dia a dia.
Por causa disso, sua filha, já maior de idade, acabou assumindo a responsabilidade de ajudá-la em casa.
“Ela que me ajuda em muitas coisas, até para ir ao banheiro às vezes. Mesmo assim ela continua estudando à noite”, disse.
Sonho da casa própria
Outro grande problema enfrentado por Rita é a moradia. Ela vive em uma casa alugada que, segundo conta, alaga quando chove e apresenta várias condições precárias.
Móveis antigos, colchão desgastado e roupas afetadas por mofo fazem parte da realidade da residência.
Sem familiares em Rondônia, Rita vive apenas com a filha e afirma que seu maior sonho hoje é conseguir comprar uma casa simples para morar com dignidade.
Segundo ela, imóveis em Jaru podem variar entre R$ 90 mil e R$ 210 mil, mas até casas mais simples custam valores que estão muito além de suas condições financeiras.
“Eu só queria um lugar simples para morar com minha filha, sem medo de alagamento e com um pouco mais de dignidade”, disse emocionada.
Pedido de ajuda
Diante da situação, Rita decidiu pedir ajuda da população por meio de uma vaquinha solidária, com o objetivo de arrecadar recursos para comprar uma casa simples, adquirir uma cama nova e garantir alimentação e medicamentos.
Quem quiser ajudar pode entrar em contato diretamente com Rita pelo telefone e Pix:
📱 WhatsApp / Pix: 69 98116-8930
👩 Nome: Rita de Cássia Carvalho
Ela afirma que está disposta a esclarecer qualquer dúvida e mostrar documentos e fotos que comprovam sua situação.
“Eu só peço uma chance de viver com mais dignidade. Qualquer ajuda já faz diferença”, finalizou.


