“Cavalona do Pó” é alvo de operação por suspeita de lavar dinheiro do tráfico

Mirian mantinha uma imagem de vida luxuosa para seus mais de 50 mil seguidores no Instagram
Jornalismo — OMadeira
A empresária e influenciadora amazonense Mirian Mônica da Silva Viana, conhecida nas redes sociais como “Cavalona do Pó”, passou a ser investigada após se tornar um dos alvos da operação Resina Oculta, conduzida pela Coordenação de Repressão às Drogas (Cord).
Segundo as investigações, ela teria utilizado apostas on-line e empresas para lavar dinheiro ligado ao tráfico de drogas.
Nas redes sociais, Mirian mantinha uma imagem de vida luxuosa para seus mais de 50 mil seguidores no Instagram.
Em diversas publicações, a influenciadora aparecia em viagens internacionais, hospedada em hotéis de alto padrão e visitando destinos turísticos conhecidos por suas paisagens e exclusividade.
As postagens incluíam registros em cenários de clima frio, com paisagens típicas de montanhas, além de períodos em praias consideradas paradisíacas.
Em vários momentos, ela também mostrava passeios de lancha, experiências exclusivas e estadias em resorts de luxo, onde as diárias podem chegar a valores elevados.
De acordo com os investigadores, o estilo de vida exibido nas redes sociais chamou atenção por não ser compatível com a renda formal declarada. A suspeita é de que o conteúdo publicado funcionasse como uma vitrine de sucesso financeiro, ajudando a dar aparência de legalidade a recursos que, na realidade, teriam origem no tráfico.
Durante a apuração, foi identificado que uma empresa vinculada à influenciadora — uma loja de calçados — recebeu ao longo de 2025 transferências financeiras vindas de diferentes traficantes do Distrito Federal.
Ainda conforme a investigação, Mirian mantinha um perfil secundário nas redes sociais dedicado à divulgação do negócio. Nesse espaço, o conteúdo era voltado para a loja, evitando exibir o mesmo padrão de ostentação mostrado em sua conta principal.
Entre os remetentes das transferências identificadas estão pessoas ligadas diretamente à apreensão de haxixe que deu origem à operação policial. Para os investigadores, a movimentação financeira reforça a hipótese de que o empreendimento teria sido utilizado para ocultar e movimentar dinheiro de origem ilícita.



