Após 28 aumentos de impostos, Haddad deixará ministério da fazenda e quer ser governador de SP

O atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deverá ser oficializado nesta quinta-feira (19) como pré-candidato do PT ao Governo de São Paulo. Com a decisão, a expectativa é que ele deixe o comando do Ministério da Fazenda até sexta-feira (20). Quem deve assumir interinamente a pasta é o secretário-executivo Dario Durigan.
A definição foi articulada dentro do partido e teve influência direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vê a disputa em São Paulo como estratégica para o cenário político de 2026. Apesar de inicialmente preferir concorrer ao Senado, Haddad acabou aceitando a missão após conversas com Lula.
O presidente estadual do PT, Kiko Celeguim, confirmou que a candidatura já está decidida e que a estrutura de campanha e o comitê eleitoral já foram organizados.
Durante sua passagem pelo Ministério da Fazenda, Haddad enfrentou críticas por medidas relacionadas ao aumento da arrecadação federal. O volume de tributos recolhidos pelo governo atingiu recorde histórico em janeiro de 2026, somando R$ 325,7 bilhões.
Ao mesmo tempo, a carga tributária cresceu nos últimos anos, passando de 31,2% do PIB em 2022 para 32,3% em 2024, enquanto a participação do governo central também avançou.
Outro ponto que marcou a gestão foi o crescimento da dívida bruta do país. O indicador estava em 71,7% do PIB quando Haddad assumiu a pasta, em 2023, e chegou a cerca de 79% em novembro de 2025. Projeções do Tesouro Nacional indicam que o índice pode alcançar 81,7% em 2026, enquanto estimativas do mercado apontam até 84,9% do PIB.
Mesmo com arrecadação elevada, as contas públicas continuaram registrando déficit primário, revertendo o superávit observado em 2022.
No cenário eleitoral paulista, pesquisas recentes indicam liderança do atual governador Tarcísio de Freitas, que aparece com cerca de 44% das intenções de voto. Haddad surge em segundo lugar, com aproximadamente 31%.
Analistas avaliam que a movimentação política também ocorre em meio ao crescimento do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas nacionais, aproximando-se do próprio Lula em alguns cenários eleitorais.
Com informações e imagem de Conexão Política


