“Eu estou cansada, mas não posso desistir”: o desabafo de uma mãe atípica que emocionou o Brasil — VEJA

Por Joéliton Menezes
A história de Mariana Ferreira, moradora de Bacabal, no Maranhão, ganhou grande repercussão nas redes sociais após um desabafo sincero sobre a dura realidade de criar sozinha um filho com autismo.
O relato da mãe atípica tocou milhares de pessoas e expôs uma realidade silenciosa enfrentada por muitas famílias no Brasil.
Mariana é mãe solo e responsável integral pelos cuidados do filho, uma criança diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Sem apoio do pai da criança, com pouca ajuda da família e enfrentando dificuldades para conseguir assistência adequada do poder público, ela relata que sua rotina é marcada por desafios constantes.
Segundo Mariana, a maternidade atípica exige dedicação total. A criança precisa de atenção permanente, acompanhamento médico, terapias e um ambiente estruturado para o desenvolvimento.
Porém, sem uma rede de apoio, tudo isso acaba recaindo exclusivamente sobre ela.
O cansaço físico e emocional levou Mariana a gravar um vídeo nas redes sociais. No desabafo, ela falou sobre a solidão, o medo do futuro e o peso de ter que enfrentar tudo sozinha.
“Eu estou cansada, mas não posso desistir. Meu filho só tem a mim”, disse ela em um trecho que rapidamente viralizou.
A publicação despertou uma onda de solidariedade. Pessoas de várias partes do país começaram a compartilhar o vídeo e oferecer ajuda, seja com doações, apoio ou divulgação da história.
Para muitas mães atípicas, a realidade é parecida. Muitas precisam abrir mão de trabalho, estudos e projetos pessoais para cuidar dos filhos, além de enfrentar a burocracia e a falta de políticas públicas suficientes para garantir tratamento e acompanhamento adequado.
Apesar das dificuldades, Mariana afirma que continua lutando todos os dias pelo filho. Cada pequeno avanço da criança — um gesto, uma palavra, um olhar — representa uma vitória.
A história dela se tornou símbolo de resistência e também de um pedido por mais empatia e apoio às famílias que vivem a realidade do autismo.
Mais do que um desabafo, o relato de Mariana abriu um debate importante nas redes: quem cuida de quem cuida?
A mobilização em torno da história mostra que, mesmo diante de tantas dificuldades, a solidariedade ainda pode transformar realidades — e dar força para quem luta diariamente por amor.

