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Hilton perde na justiça contra estudante que disse “trans não são mulheres”

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) sofreu revés na Justiça Federal nesta quinta-feira (12) em um processo criminal relacionado a um caso de suposta transfobia. A parlamentar participava da ação como assistente de acusação em um processo movido contra uma estudante de veterinária da Paraíba.


A investigação havia sido apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) após publicações feitas pela estudante nas redes sociais em 2020. Na época, as mensagens foram divulgadas no antigo Twitter, atualmente conhecido como X.


Entre os conteúdos mencionados no processo, a estudante Isadora Borges, hoje com 34 anos, publicou comentários em que afirmava que “mulheres trans não são mulheres”, o que motivou a denúncia apresentada pelo MPF.


O processo também citou outro material compartilhado por ela: um vídeo com declarações da professora emérita da Universidade de Sydney, Bronwyn Winter. Na gravação, a docente comenta sobre questões de identidade de gênero e menciona a filósofa francesa Simone de Beauvoir.


Após o encerramento do caso, Isadora afirmou estar aliviada com o desfecho da ação judicial. Em declaração à coluna da jornalista Andreza Matais, ela disse que o processo foi um período difícil em sua vida. “Foi um momento muito estressante da minha vida, que nunca vou esquecer”, relatou.


Nos últimos dias, Erika Hilton também solicitou ao Ministério Público Federal a abertura de uma investigação contra o apresentador de televisão Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho, após comentários feitos por ele sobre a eleição da deputada para a presidência da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados.

Informações e Imagem: Metrópoles

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