Ação da Polícia Militar termina com morte de Policial Penal; VEJA o que diz MP e sindicato da categoria

Jornalismo — OMadeira
O policial penal Fabrício Borges Mendes, de 43 anos, morreu na tarde desta terça-feira (10) durante uma ação da Polícia Militar de Rondônia no município de Machadinho d’Oeste. O caso ganhou repercussão após a divulgação de que o servidor havia sido condenado pela Justiça poucas horas antes da ocorrência.
De acordo com o Ministério Público de Rondônia (MPRO), Fabrício acompanhou o próprio julgamento no Tribunal do Júri de Porto Velho por videoconferência, diretamente da cidade de Machadinho d’Oeste. Ao final da sessão, ele foi condenado a 18 anos de prisão pelo homicídio do policial militar Francisco Garcia Galvão, crime ocorrido em 2013, na capital.
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O julgamento contou com a atuação do promotor de Justiça Marcus Alexandre de Oliveira Rodrigues. Durante a sessão, os jurados reconheceram a responsabilidade do réu pelo crime e aceitaram duas agravantes apresentadas pelo Ministério Público: meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo a acusação, o policial militar foi atingido por seis disparos de arma de fogo.
Após a leitura da sentença, o Ministério Público solicitou o cumprimento imediato do mandado de prisão. Conforme informou o MP, durante a tentativa de cumprimento da ordem judicial na residência do policial penal, ocorreu a intervenção da Polícia Militar, momento em que Fabrício acabou sendo baleado.
Ele chegou a ser socorrido e levado ao hospital do município, mas não resistiu aos ferimentos.
VEJA O MOMENTO EXATO DA AÇÃO POLICIAL QUE RESULTOU NA MORTE DO POLICIAL PENAL.
A sequência dos fatos também chamou atenção pelo curto intervalo entre a condenação e a morte do policial penal. Informações do processo indicam que a decisão judicial foi registrada e, cerca de 37 minutos depois, Fabrício acabou morto durante a ação policial.
Diante da repercussão do caso, o Sindicato dos Policiais Penais e Agentes de Segurança Socioeducativos do Estado de Rondônia (SINGEPERON) divulgou nota pública solicitando esclarecimentos detalhados sobre as circunstâncias da ocorrência.
Segundo a entidade, a proximidade entre a sentença e a morte do servidor levanta questionamentos que precisam ser devidamente investigados. O sindicato ressaltou que não defende qualquer tipo de impunidade, mas afirma que situações que terminam em morte precisam ser analisadas com total transparência pelas autoridades competentes.
Outro ponto que chama atenção é que a família de Fabrício já havia enfrentado uma tragédia anteriormente. Em 2018, o irmão dele, André Borges Mendes, também policial penal, foi assassinado no município de Vilhena. Na ocasião, o servidor de 36 anos foi atingido por disparos nas costas enquanto estava no pátio de um posto de combustíveis da cidade.
O SINGEPERON informou que continuará acompanhando o caso e defende uma apuração rigorosa para esclarecer todos os detalhes da ação que terminou com a morte de Fabrício Borges Mendes.
Até o momento, novas informações sobre o caso ainda devem ser divulgadas pelas autoridades responsáveis pela investigação.


