Operação Matriarca: Justiça bloqueia até R$ 10 milhões e 19 são denunciados por tráfico em Rondônia

A Polícia Civil de Rondônia, por meio da 1ª Delegacia de Repressão a Narcóticos (Denarc), concluiu uma fase importante de investigações que resultaram na denúncia de 19 pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas e associação criminosa.
A ação faz parte da Operação Matriarca, que também levou a Justiça a determinar o bloqueio de bens que podem chegar a aproximadamente R$ 10 milhões, com o objetivo de enfraquecer financeiramente o grupo investigado.
Segundo as autoridades, o alvo da operação é uma organização criminosa estruturada que atuava principalmente na região de fronteira, responsável por abastecer o mercado ilegal de drogas. As investigações apontaram que o grupo possuía uma divisão clara de tarefas, envolvendo desde o fornecimento e transporte dos entorpecentes até a capital, até integrantes encarregados de movimentar e esconder o dinheiro obtido com o crime.
Durante o trabalho investigativo, os policiais identificaram que os suspeitos utilizavam aplicativos de mensagens para negociar drogas, enviando imagens e vídeos das substâncias ilícitas para possíveis compradores. Os pagamentos, segundo a polícia, eram frequentemente realizados por meio de transferências via PIX, o que também passou a ser monitorado durante as apurações.
A operação foi deflagrada inicialmente em novembro de 2025 e, desde então, já resultou na apreensão de sete veículos ligados às atividades do grupo, entre eles uma caminhonete de alto padrão avaliada em mais de R$ 350 mil. As provas reunidas pela Denarc foram encaminhadas ao Ministério Público, que formalizou a denúncia incluindo agravante por transnacionalidade, devido à ligação do esquema com áreas de fronteira.
As investigações também revelaram uma complexa rede de movimentação financeira utilizada para ocultar o dinheiro obtido com o tráfico. Para impedir a transferência ou ocultação desses bens, a Justiça autorizou medidas como bloqueio de contas bancárias, indisponibilidade de imóveis e restrições sobre veículos, utilizando sistemas judiciais como Renajud e Sisbajud.
Além disso, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foi comunicada para suspender eventuais investimentos ligados aos investigados. A Polícia Civil informou que o trabalho ainda continua, com foco na identificação de patrimônio escondido e na completa desarticulação financeira da organização criminosa.


