CPMI aprova quebra de sigilos de Lulinha

Jornalismo — OMadeira
A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, além de autorizar a convocação de investigados e empresários citados nas apurações sobre possíveis fraudes em benefícios previdenciários.
Quebra de sigilo de Lulinha
O pedido aprovado determina que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) elabore um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) com dados bancários e fiscais de Lulinha no período de 2022 até janeiro de 2026. A medida faz parte da investigação sobre movimentações financeiras e possíveis conexões com o esquema investigado pela comissão.
Além dele, também foram aprovadas as quebras de sigilo do Banco Master, entre 2015 e 2025, e da empresa CredCesta, entre 2017 e 2025, ambas relacionadas ao mercado de crédito consignado e suspeitas de irregularidades envolvendo descontos em benefícios do INSS.
Convocações de investigados e empresários
A CPMI também aprovou a convocação de diversas pessoas apontadas como peças-chave nas investigações:
André Moura, ex-deputado federal e ex-líder do governo no Congresso, suspeito de ligação com investigados no esquema.
Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Banco Master e apontado como responsável pela criação da CredCesta.
Gustavo Marques Gaspar, empresário e ex-assessor parlamentar, citado por participação em reuniões com investigados no Ministério da Previdência.
Além das convocações, a comissão aprovou ainda um pedido de prisão preventiva contra Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura, investigado por suposto envolvimento em descontos indevidos em benefícios previdenciários.
Investigação amplia alcance
No total, foram aprovados 87 requerimentos, incluindo quebras de sigilo, convocações e outras medidas investigativas. A CPMI busca identificar responsáveis por um suposto esquema de fraudes e irregularidades envolvendo benefícios do INSS e o sistema de crédito consignado.
A quebra de sigilo de Lulinha e as convocações marcam um novo avanço nas investigações, ampliando o alcance da comissão sobre pessoas, empresas e instituições financeiras suspeitas de envolvimento no caso.
Imagem: ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO



