Docentes de Faculdade particular relatam persistência de desconforto institucional após episódios de assédio moral

Jornalismo — OMadeira
Porto Velho (RO) – Novas manifestações de professores de uma importante Faculdade sugerem que o clima organizacional na instituição ainda enfrenta desafios. Segundo relatos encaminhados à redação, práticas atribuídas ao Núcleo de Apoio Psicopedagógico (NAP) têm sido interpretadas por parte do corpo docente como excessivas, gerando debates sobre os limites da fiscalização pedagógica.
De acordo com fontes que solicitaram anonimato, a rotina acadêmica estaria sendo acompanhada de perto por integrantes do NAP. Os relatos descrevem a presença de profissionais nas portas das salas de aula realizando anotações em pranchetas durante o período letivo.
Professores ouvidos pela reportagem argumentam que a modalidade da abordagem, quando realizada de forma ostensiva perante os alunos, pode impactar a dinâmica de autoridade em sala.
A reportagem teve conhecimento de comunicações internas via e-mail, bem como mensagens em grupos de whatsapp que tratam do monitoramento das atividades docentes. Para os profissionais envolvidos, tais diretrizes reforçam um sentimento de vigilância que, segundo eles, extrapola o acompanhamento administrativo convencional.
Especialistas consultados apontam que o monitoramento de desempenho é prerrogativa do empregador, mas ressaltam que a legislação trabalhista brasileira e a jurisprudência atual estabelecem que o poder diretivo deve ser exercido sem exposição do trabalhador a situações de constrangimento público.
A direção da faculdade foi formalmente contatada para oferecer sua perspectiva sobre os procedimentos do NAP e as percepções do corpo docente. Até o momento, não houve resposta. O espaço segue garantido para que a instituição apresente seus esclarecimentos e políticas de gestão de pessoas
Imagem: reprodução UNP.br


