PCC vira “CPF emprestado” a chinês em esquema bilionário e surpreende até o RH do crime – ENTENDA

Por Joéliton Menezes
Em mais um capítulo da globalização que ninguém pediu, autoridades brasileiras anunciaram nesta quinta-feira (12) que uma quadrilha internacional resolveu inovar no mercado corporativo: importava eletrônicos, exportava dinheiro e terceirizava a responsabilidade.
Batizada de Operação Dark Trader, a ação revelou que o grupo movimentou cerca de R$ 1,1 bilhão — valor suficiente para comprar muitos carregadores paralelos e ainda sobrar troco para imóveis de luxo — utilizando uma técnica revolucionária de gestão: colocar outras pessoas para assinar tudo.
Segundo investigadores, integrantes com histórico ligado a facções criminosas eram promovidos a “sócios honorários” e donos de patrimônio milionário sem precisar gastar um centavo. Uma espécie de programa habitacional alternativo, no qual você ganha mansão, carro de luxo e contas bancárias — só não ganha a tranquilidade de dormir.
“O objetivo era blindagem patrimonial”, explicaram as autoridades, traduzindo: quando a conta chega, ninguém sabe quem pediu a pizza.
A operação mobilizou 100 policiais civis, 20 auditores fiscais e dois promotores de Justiça — número suficiente para lotar um auditório — para cumprir mandados em São Paulo e Santa Catarina. Já o bloqueio de bens alcançou cifras bilionárias, mostrando que o dinheiro circulava mais que notícia em grupo de família.
Entre os itens sequestrados estão imóveis de alto padrão, veículos de luxo e dezenas de contas bancárias em nome de pessoas que provavelmente descobriram que eram ricas pelo noticiário.
No fim, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 36 bilhões e colocou 32 investigados no radar. Especialistas avaliam que o caso serve de alerta: enquanto muita gente luta para fechar as contas do mês, há quem esteja abrindo empresas, contas e patrimônios — tudo em nome de terceiros.
Autoridades não descartam novas fases da operação, até porque, pelo visto, o networking no submundo financeiro estava melhor estruturado que muita startup por aí.




