PF questiona atuação de Toffoli e ministro admite vínculo societário em caso ligado ao Banco Master — veja a cronologia

A discussão envolvendo o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o caso relacionado ao Banco Master ganhou novos capítulos. A seguir, confira a sequência dos acontecimentos que cercam o episódio:
2021 — Venda de participação em empreendimento
Segundo esclarecimento do próprio ministro, a empresa Maridt — da qual ele é sócio — vendeu parte de suas cotas vinculadas ao grupo do resort Tayayá, no Paraná, ao Fundo Arllen em setembro daquele ano. A companhia é descrita como uma sociedade familiar de capital fechado, administrada por parentes, sem atuação de gestão por parte do magistrado.
2025 — Encerramento definitivo da relação societária
Ainda conforme a nota, a participação remanescente da Maridt no empreendimento foi alienada em fevereiro de 2025 à empresa PHD Holding, encerrando qualquer vínculo com o grupo Tayayá. O gabinete afirmou que todas as operações foram declaradas à Receita Federal e realizadas com valores compatíveis com o mercado.
Após divulgação das relações — Questionamentos sobre o caso no STF
A relatoria de Toffoli em um processo ligado ao Banco Master passou a ser contestada após surgirem informações sobre a ligação indireta entre o empreendimento e pessoas relacionadas ao banco. O tema ganhou repercussão interna, com avaliação de que eventuais questionamentos deveriam ser analisados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Fevereiro de 2026 — Pedido de suspeição da Polícia Federal
Com base em mensagens encontradas em aparelhos eletrônicos de Daniel Vorcaro, proprietário do banco, a Polícia Federal apresentou ao STF um pedido para avaliar a suspeição do ministro no caso. O material foi encaminhado ao presidente da Corte, Edson Fachin, que solicitou manifestação de Toffoli no processo, que tramita sob sigilo.
Resposta do ministro
Em posicionamento oficial, o gabinete classificou o pedido como baseado em suposições e questionou a legitimidade da PF para formular a solicitação, sustentando que a instituição não é parte formal no processo. O ministro também reiterou que sua participação societária é permitida pela Lei Orgânica da Magistratura, desde que não haja gestão administrativa — condição que afirma respeitar.
Imagem: Andre Borges/Especial Metrópoles

