Geral

Recurso tenta tirar Marcola de presídio federal após nova prorrogação

A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola — apontado como principal liderança do PCC — apresentou um recurso contra a decisão que determinou a permanência dele por mais 360 dias no Sistema Penitenciário Federal.
De acordo com os advogados, o preso já cumpre um regime considerado extremamente rigoroso há quase sete anos, desde fevereiro de 2019, sem registros de faltas disciplinares ou episódios que indiquem risco que justifique a continuidade dessa medida.


Na manifestação assinada pelo defensor Bruno Ferullo, a equipe jurídica sustenta que a decisão judicial teria se apoiado em justificativas amplas, como a suposta periculosidade e o histórico de liderança na organização criminosa, sem apontar fatos recentes ou específicos que comprovem a necessidade da manutenção no sistema federal.


O recurso também questiona o fato de o despacho ter reproduzido argumentos antigos, sem reavaliar as circunstâncias que motivaram a transferência inicial. Além disso, a defesa critica a utilização de operações policiais posteriores e acontecimentos externos como base para a prorrogação, destacando que não há acusações ou investigações atuais ligando diretamente Marcola a esses casos.


Os advogados mencionam ainda que a legislação e decisões de tribunais superiores estabelecem que o cumprimento de pena em presídio federal deve ser uma medida excepcional e temporária, exigindo justificativas concretas e atualizadas — algo que, segundo eles, não teria ocorrido.


Apesar das alegações da defesa, autoridades costumam apontar o histórico criminal do detento como elemento central para sustentar a manutenção do regime diferenciado.

Foto: Gabriela Biló/Estadão/

Artigos relacionados

Verifique também
Fechar
Botão Voltar ao topo