Carnaval sem baderna: Prefeito acerta ao barrar carretinhas de som em Porto Velho

Jornalismo — OMadeira
A decisão da Prefeitura de Porto Velho de não liberar o uso de carretinhas de som durante o Carnaval tem gerado debate político, especialmente após o vereador subir a tribuna da Câmara nesta segunda-feira (9) para solicitar que a medida fosse revista.
No entanto, a posição adotada pelo prefeito Léo Moraes mostra-se acertada diante da realidade enfrentada nos últimos anos.
A experiência prática demonstra que a utilização desse tipo de equipamento costuma extrapolar o caráter festivo e acabar associada a desordem, excesso de barulho e conflitos. Após o encerramento das programações, não raramente cabe às forças de segurança intervir para reduzir o volume ou encerrar atividades, situação que frequentemente gera tensão.
Em muitos casos, participantes sob efeito de álcool resistem às orientações, e episódios de confusão acabam sendo registrados — criando um cenário desnecessário de desgaste para a própria população e para a polícia.
Nesse contexto, a liberação irrestrita das carretinhas tende a transferir ao poder público e às forças de segurança o ônus de administrar problemas previsíveis. A decisão de restringir o uso, portanto, pode ser interpretada como uma medida preventiva, voltada à organização do evento, à preservação da ordem e à redução de conflitos.
O Carnaval é, por natureza, um momento de celebração coletiva, mas isso não significa ausência de regras. Garantir que a festa aconteça com segurança e respeito ao espaço público deve ser prioridade. Nesse sentido, a cautela adotada pelo Executivo municipal se mostra coerente, enquanto a flexibilização defendida politicamente ignora desafios já conhecidos.
Mais do que liberar ou proibir equipamentos, a discussão deveria se concentrar em modelos de organização que preservem a diversão sem comprometer a convivência e a segurança. Até lá, manter a restrição parece uma escolha responsável.




