Corpo de professora assassinada em faculdade é trasladado para Salvador; missa será celebrada em Porto Velho

Jornalismo — OMadeira
O corpo da professora Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos — docente da Faculdade FIMCA e escrivã da Polícia Civil — foi transportado neste sábado (7) em aeronave do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO) para Salvador (BA), onde vivem seus familiares e onde ocorrerão os atos fúnebres. Não haverá velório em Porto Velho.
Antes do translado, amigos, colegas e alunos prestam homenagem em uma missa marcada para as 19h, na Catedral Sagrado Coração de Jesus, na capital rondoniense.
Juliana foi morta a facadas na noite de quinta-feira (6), dentro de uma sala de aula da instituição localizada na Rua das Araras, bairro Eldorado. O caso é investigado como homicídio qualificado consumado com caracterização de feminicídio. O principal suspeito — um aluno da faculdade — foi preso em flagrante.
De acordo com informações policiais, a ocorrência foi registrada por volta das 21h50, após a Polícia Militar receber via rádio a denúncia de que uma professora havia sido atacada com arma branca. Quando os agentes chegaram, foram informados de que a vítima já havia sido socorrida por terceiros ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II e que o suspeito estava contido em uma sala próxima.
No local, foram encontrados sinais de luta, móveis revirados, grande quantidade de sangue e uma faca tipo punhal com a lâmina separada do cabo, além de objetos relacionados ao caso. O suspeito foi encaminhado inicialmente à UPA Sul para atendimento médico e, em seguida, apresentado ao Departamento de Flagrantes.
No hospital, a morte de Juliana foi confirmada. Segundo a equipe médica, ela chegou sem sinais vitais, com perfurações no tórax e lesão no braço compatíveis com golpes de instrumento perfurocortante.
Testemunhas relataram momentos de pânico. Um estudante afirmou ter ouvido gritos e barulho de cadeiras quebrando antes de encontrar a professora ferida e perseguir o agressor, conseguindo contê-lo. Outros relatos apontam tentativas de socorro até a chegada das autoridades.
Conforme boletim de ocorrência, o suspeito teria confessado que mantinha vínculo afetivo com a vítima havia cerca de três meses e que, após discussão motivada pelo afastamento dela, desferiu os golpes. A investigação também apura indícios de premeditação.
Objetos foram apreendidos e o celular da vítima está sob custódia da Delegacia de Homicídios, responsável pela continuidade das investigações. O caso gerou forte comoção e repercussão social pela gravidade do crime.




