CPMI do INSS retoma depoimentos e convoca banqueiro, empresário e presidente do instituto

A CPMI do INSS volta a ouvir investigados na próxima quinta-feira (5), às 9h, com a convocação do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, do empresário Maurício Camisotti e do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. As oitivas fazem parte da apuração de descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas.
Inicialmente, também estava prevista a presença do presidente do BMG, Luiz Félix Cardamone Neto, mas o depoimento foi adiado para 25 de fevereiro, já que ele está em viagem. Segundo o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), o executivo comparecerá sem recorrer a habeas corpus.
No caso de Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal, a CPMI aguarda autorização do ministro Dias Toffoli, do STF, para que ele possa depor. O banqueiro deverá explicar a origem de cerca de 250 mil contratos de empréstimos consignados do Banco Master, suspensos pelo INSS por falta de comprovação da autorização dos beneficiários.
A comissão também pretende recorrer à Justiça para reaver documentos retidos por decisão do STF, que, segundo Viana, são essenciais para o andamento das investigações.
Outro foco da CPMI é o depoimento de Maurício Camisotti, empresário do grupo Total Health. Embora ele tenha obtido habeas corpus que o desobriga a comparecer, a comissão recorre da decisão. Camisotti é apontado como possível sócio oculto da Ambec, associação suspeita de arrecadar R$ 178 milhões entre 2019 e 2024 por meio de descontos indevidos, além de indícios de lavagem de dinheiro, segundo a Polícia Federal.
Já o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, deverá esclarecer as medidas adotadas desde que assumiu o cargo, como a suspensão de contratos, bloqueio de repasses a bancos e afastamento de servidores. A CPMI quer entender os critérios usados nessas decisões e identificar falhas nos controles internos do órgão.
Por fim, Carlos Viana informou que a CPMI ainda tem 13 reuniões previstas e deve pedir ao Senado uma prorrogação de 60 dias para concluir as análises, ouvir os principais envolvidos e finalizar o relatório.
Imagem: reprodução


