Médicos foram executados por disputa de contratos na área da saúde

Jornalismo — OMADEIRA
Luís Roberto exercia a função de médico cardiologista em um hospital municipal de Barueri. Já Vinícius atuava como profissional da saúde em Unidades Básicas de Saúde do município de Cotia.
Por meio de nota oficial, a Prefeitura informou que Vinícius também integrou a equipe do hospital de campanha montado durante a pandemia da Covid-19.
A administração municipal manifestou pesar pela morte e destacou que o médico era reconhecido pelo comprometimento com o serviço público, pela atenção dedicada aos pacientes e pelo bom relacionamento com colegas de trabalho. Vinícius deixa esposa e um filho de apenas um ano e seis meses.
Em entrevista à TV Globo, o delegado Andreas Schiffmann revelou que Carlos e Luís Roberto eram proprietários de empresas ligadas à gestão hospitalar e mantinham desavenças antigas relacionadas a contratos de licitação. Vinícius, segundo a polícia, era funcionário de Luís Roberto.
Ainda conforme o delegado, familiares relataram que a relação entre os envolvidos era marcada por constantes conflitos e ameaças mútuas. “Os parentes informaram que essa rivalidade já existia há algum tempo. Eles acabaram se encontrando naquele restaurante e, durante a conversa, os ânimos se exaltaram”, explicou Schiffmann.
A Polícia Civil informou que Carlos Alberto possui registro como Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), porém não tinha autorização para portar arma de fogo. Pela legislação federal, o registro de CAC não permite o porte para defesa pessoal, sendo necessária autorização específica. A arma utilizada no crime foi uma pistola.





