EFEITO TRUMP: Venezuela anuncia libertação de presos políticos; “gesto pela paz” — VÍDEO

Jornalismo — OMADEIRA
O governo da Venezuela, liderado de forma provisória pela vice-presidente Delcy Rodríguez, comunicou a soltura de prisioneiros políticos no país. Em pronunciamento feito nesta quinta-feira (8), o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, declarou que a ação busca “fortalecer a paz” na Venezuela.
De acordo com o chefe do Parlamento — que é irmão de Delcy Rodríguez —, serão libertadas pessoas detidas tanto venezuelanas quanto de outras nacionalidades.
Rodríguez descreveu a decisão como um “gesto unilateral” do governo de Caracas, ressaltando que ela não fez parte de nenhum acordo com outras forças políticas, numa provável alusão ao governo dos Estados Unidos.
Apesar disso, ele mencionou e agradeceu o papel do ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Catar, pelo envolvimento e intermediação em questões relacionadas à Venezuela nos últimos tempos.
Até agora, o governo venezuelano não forneceu um número exato de quantos presos serão postos em liberdade, limitando-se a afirmar que será um “número significativo” de detidos políticos.
A declaração do governo interino adiciona-se a outras medidas de grande impacto anunciadas após o fim de semana, quando o então presidente Nicolás Maduro foi detido por forças dos Estados Unidos.
Nos dias seguintes à captura de Maduro, a Venezuela já havia dado sinais de mudança de postura em relação a Washington, logo após declarações do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, afirmando que os Estados Unidos deveriam governar o país até que uma transição fosse realizada.
Além da libertação de presos políticos, a nova liderança de Delcy Rodríguez demonstrou abertura para cooperar com os EUA, vindo horas depois de Trump afirmar que a liderança venezuelana enfrentaria consequências se não apoiasse seus planos para o país.
A maior companhia estatal de petróleo venezuelana, a PDVSA, também anunciou que está iniciando negociações para a venda de petróleo bruto diretamente a Washington, uma postura que contraria os interesses históricos dos EUA.



