MAIS CARO: Cobrança de pedágio eletrônico na BR-364 gera reação negativa em Rondônia

Jornalismo — OMADEIRA
A liberação para o início da cobrança do pedágio eletrônico no sistema free flow na BR-364, em Rondônia, tem provocado forte repercussão negativa entre motoristas, transportadores e representantes do setor produtivo.
A principal reclamação está relacionada ao valor considerado elevado das tarifas, sobretudo para veículos de carga, em uma rodovia que ainda apresenta problemas estruturais.
Usuários apontam que o trecho segue marcado por buracos, desgaste do asfalto, tráfego intenso e riscos constantes à segurança viária. Mesmo diante dessas condições, sete pórticos de cobrança foram instalados ao longo da estrada entre Porto Velho e Vilhena, com tarifas calculadas de acordo com a quantidade de eixos de cada veículo.
Na prática, o modelo de cobrança amplia significativamente os custos para quem depende da BR-364 como principal rota de transporte. Somados, os valores das sete tarifas aplicadas a veículos leves totalizam R$ 144,80 para percorrer todo o trecho em apenas um sentido.
Quando aplicada a regra de multiplicação pelo número de eixos, o impacto financeiro se torna ainda mais expressivo. Um caminhão com seis eixos, por exemplo, desembolsa R$ 868,80 apenas na ida, valor que chega a R$ 1.737,60, considerando o percurso de ida e volta.
Já um veículo de nove eixos paga R$ 1.303,20 em um único sentido, acumulando R$ 2.606,40 no trajeto completo.
Transportadores alertam que o valor do pedágio, somado a despesas como combustível, manutenção, impostos e encargos operacionais, compromete a rentabilidade da atividade e pode refletir diretamente no aumento do preço final de mercadorias.
A cobrança do pedágio eletrônico na BR-364 reacende o debate sobre a relação entre tarifa, qualidade da infraestrutura e segurança, levantando questionamentos sobre a viabilidade econômica do modelo adotado para uma das principais rodovias de Rondônia.



