‘DIA DAS MENINAS’: Parlamentares ignoram problemas reais enquanto criam datas comemorativas irrelevantes

Por Joéliton Menezes
Em um país mergulhado em crises profundas — violência crescente, saúde colapsada, educação em queda, infraestrutura precária e milhões de brasileiros lutando diariamente para sobreviver — o Congresso Nacional parece viver em outra realidade. A mais nova demonstração disso é a sanção da Lei 15.261/2025, que cria o Dia Nacional das Meninas e altera a data do Dia Nacional da Mulher.
Embora ações de valorização feminina sejam importantes, o que chama atenção é o descolamento dos parlamentares da urgência nacional. Em vez de priorizar medidas concretas que protejam mulheres e meninas da violência, garantam oportunidades ou melhorem serviços públicos, o Legislativo dedica tempo e energia à criação de datas comemorativas — iniciativas que não resolvem absolutamente nada no dia a dia das brasileiras.
Enquanto isso:
Escolas carecem de estrutura mínima;
Hospitais carecem de médicos, remédios e condições dignas;
Famílias vivem inseguras;
A economia patina, e a desigualdade aumenta.
Diante desse cenário, discutir e aprovar projetos que apenas acrescentam novas datas a um calendário oficial já abarrotado é, no mínimo, falta de prioridade. No máximo, é um insulto ao cidadão que espera soluções reais, e não simbolismos vazios.
O projeto ainda foi tratado como se fosse grande avanço. Parlamentares comemoraram a “importância da celebração”, mas evitaram o debate necessário: de que adianta criar um dia para celebrar mulheres e meninas se o país não oferece segurança, saúde, educação e oportunidades a elas?
O Brasil precisa de políticas públicas eficientes, investimentos, fiscalização e iniciativas que tragam impacto concreto. Criar datas comemorativas pode até render manchetes fáceis e discursos emocionados, mas não muda a vida de ninguém.
No fim das contas, o recado que fica é claro: falta trabalho e sobra formalidade sem propósito. A sociedade espera ações — não apenas simbologias.




