Política

HILDON DRIBLA O ISOLAMENTO, ENTRA PARA O UNIÃO BRASIL E FAZ PARCERIA COM CIRONE DEIRÓ, QUE É DE CACOAL

Pernambucano de nascimento, rondoniense de coração e mineiro na forma de fazer a engenharia política. Trabalhando em silêncio, Hildon Chaves deu, nesta semana, uma lição de como se deve atuar para tornar uma situação teoricamente adversa numa volta por cima, daquelas que colocam ante o jogador o troféu mais almejado.

Hildon, que estava isolado no decadente PSDB, estava conversando com a cúpula nacional do União Brasil, para onde foi e de onde pode sair para o Palácio Rio Madeira/CPA no ano que vem.

A outra grande jogada foi a de buscar um vice de peso no interior, já que a força política dele está concentrada na Capital. E o fez, obviamente com o apoio e aval dos seus novos parceiros políticos, como o deputado federal Maurício Carvalho, que de fato é quem comanda o União Brasil no Estado, buscando Cirone Deiró.

Ele é não apenas um parlamentar entre os mais atuantes na atual legislatura da Assembleia Legislativa, mas tem outro trunfo vital: é da cidade do prefeito Adailton Fúria.

Ou seja, numa tacada só, Hildon não só achou um partido forte para abrigá-lo, como ainda trouxe de dentro da casa de um dos principais adversários na disputa ao Governo, um nome de peso, que pode dividir os votos não só em Cacoal, mas também em toda a região.

Hildon Chaves, numa só jogada criativa neste mundo tão complexo da política, não só saiu do isolamento que o ninho tucano o colocava, sem qualquer perspectiva concreta de um avanço em sua carreira política, para uma candidatura das mais viáveis à sucessão de Marcos Rocha.

Ele está colocado, a partir de agora, como um dos três mais fortes postulantes ao Governo de Rondônia, no mesmo patamar do que o bolsonarista Marcos Rogério e do próprio Adailton Fúria, os dois que, ao menos em pesquisas recentes, estariam à frente da disputa, caso a eleição fosse hoje.

 Obviamente que, até a eleição, muita água vai correr neste turbulento rio que forma a política rondoniense e a sucessão estadual. Mas não há qualquer dúvida de que o passo de Hildon Chaves foi dado muito à frente, tirando-o de uma condição de personagem secundário na corrida ao Palácio para transformá-lo, num só salto, em um dos nomes mais quentes para chegar lá.

O que o União Brasil terá que fazer agora, para aplainar a caminhada do seu néo membro e candidatíssimo ao Governo, é resolver a situação do vice-governador Sérgio Gonçalves, que continua reafirma a sua candidatura. Mas concorrerá por qual partido, se o dele lança Hildon Chaves e o PRD, que também estava sob seu comando, agora está sob as asas do chefe da Casa Civil do governo, Elias Rezende?

Enfim, há novidades na política da sucessão em Rondônia. E que novidades!

Por Sérgio Pires — Opinião de Primeira

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